A Sombra do que Fomos

 

Vê um vídeo em que Luis Sepúlveda fala um pouco sobre a obra A Sombra do que Fomos, aquando da sua apresentação em Lisboa.

Sabias que…

… A obra A Sombra do que Fomos foi distinguida com o “Prémio Primavera de Romance 2009”.

3 respostas a A Sombra do que Fomos

  1. Paula Silva diz:

    “A sombra do que fomos” de Luis Sepúlveda é um livro bastante interessante, marcado pela simplicidade.
    Nesta obra é nos contada a história de ex-revolucionários, que se encontram passados muitos anos a pedido de um amigo comum. Porém, esse amigo infelizmente morre de forma estranha e a acção vai-se desenrolando em torno disso.
    Este livro é fenomenal para mostrar que nunca devemos desistir daquilo em que acreditamos, que podemos e devemos alterar aquilo que não ficou bem feito no nosso passado.
    Temos a possibilidade de ver isso nas histórias que os ex-revolucionários vão narrando das suas aventuras, e na inteligente acção revolucionária em que todos vão participar no final.
    Aconselho a leitura desta surpreendente obra, porque de uma forma simples ela nos dá grandes lições: Nunca devemos desistir e temos de saber ultrapassar os nossos medos. Pois, como o próprio título diz, somos a sombra do que fomos, ou seja, enquanto pudermos devemos lutar por aquilo em que acreditamos e pelos nossos ideais.
    Paula, 12º C

  2. “A sombra do que fomos”, de Luís Sepúlveda, foi o livro que mais gostei de ler durante o presente ano lectivo. Pela forma como o autor expõe a narração, bem como pela escrita sensível apesar de recorrer muito ao humor e à ironia.
    Esta obra, distinguida com o prémio Primavera de Romance 2009, retrata o passado de homens que foram derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio. Durante o livro, são conjugados o passado violento e o presente cheio de memórias, de ideias não concretizadas, sonhos arrasados. Desta forma, desvendamos o significado curioso do título do livro, “a sombra do que fomos”. A sombra remete para o escuro, para a violência, más experiências e noutro sentido sombra também remete para algum mistério. Por outro lado, “do que fomos”, o verbo ir no pretérito perfeito apela ao passado, a memórias, recordações.

    De facto, ao longo do livro são relatadas memórias, e apesar de prevalecerem as menos boas existem situações em que são contadas histórias do passado caricatas e agradáveis.
    Contextualizando um pouco, a história passa-se em Santiago do Chile, onde três homens ex-militares vão encontrar-se com um quarto, antigo camarada. Já não se encontravam há muitos anos, cerca de 35, pois estiveram no exílio. Porém quando esse quatro homem ia a caminho do local do encontro foi atingido mortalmente na cabeça por um gira-discos lançado por uma janela, consequência de uma desavença conjugal….
    Esta obra incide na história, particularmente política, do Chile e faz-nos reflectir sobre a vida, na medida em que estes homens construíram os seus sonhos, tinham os seus objectivos, que no entanto foram arruinados. Também nós sonhamos com o futuro, temos objectivos e sonhos que queremos concretizar e não sabemos se daqui a una anos não viveremos este drama de a vida passar e deixarmos os nossos sonhos por realizar, acabarmos os nossos dias sem atingir a auto realização. É um romance intenso, passa-se num curto espaço de tempo, contudo são mostradas realidades que remetem para o nosso pensamento, apelam à reflexão…
    Como referi, é um livro com escrita muito simples, é um livro acessível, muito fácil ler. Por esta razão aconselho a sua leitura a qualquer pessoa, especialmente para quem aprecia um bom romance.

  3. Ana Oliveira, 12º B diz:

    ” A sombra do que fomos”

    “A sombra de que fomos” de Luis Sepúlveda, é um livro cativante, cheio particularidades deliciosamente fascinantes. Trata-se de um encontro entre 3 ex-revolucionários, que têm em comum um enorme vazio dentro de si, por terem visto em tempos o seu sonho ser desfeito e os seus ideais esquecidos.
    Este encontro numa velha garagem foi facultado por um velho amigo em comum, Pedro Nolasco, que acaba por nunca chegar ao destino devido aà sua morte caricata. Enquanto esperam por Pedro, estes três ex-revolucionários são invadidos por memórias do passado, que acabam por aumentar ainda mais a angústia e o vazio que sentem e ao olharem uns para os outros apercebem-se de que na verdade são apenas a sombra do foram um dia. Mas através de uma acção revolucionária organizada por Pedro Nolasco a chama do idealismo vai voltar a ressuscitar o coração destes velhos camaradas.
    É um livro comovente, carregado de sonhos e emoções e apimentado por toques de comédia que descontraem o leitor, principalmente através de um casal hilariante e um tanto ou quanto disfuncional, que em conjunto com os insatisfeitos ex-militares acabam por construir uma narrativa empolgante e agradável de ler.

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